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sábado, 15 de dezembro de 2012

PT de Campina Grande-PB reúne executiva e avalia as eleições de 2012

Alexandre Almeida garante que o PT de Campina
Terá candidatura própria nas eleições de 2016


Numa mistura de confraternização e reunião de avaliação, a executiva do Partido do Trabalhadores – PT de Campina Grande na Paraíba, esteve reunida na tarde desta sexta-feira (14), onde colocou em pauta os resultados das últimas eleições onde o PT teve candidatura própria com Alexandre Almeida prefeito e Flávia Pontinelli vice, e no segundo turno apoiou a candidata do PMDB Tatiana Medeiros.

Foram avaliadas todas as ações e dificuldades por que passou a legenda da estrela vermelha, quando um contingente do grupo petista decidiu migrar para apoiar uma candidatura que não era em sua maioria a vontade dos filiados e a luta jurídica por que passaram aquele que defendiam a cadidatura própria pela prefeitura de Campina Grande.

Na opinião do dirigente petista, Gustavo Pontinelli, este é um momento de reestruturar as bases e lutar pela construção de um partido forte e focado nos ideais dos filiados que sonham ter em Campina uma administração petista em sintonia com o Governo Federal. Já para o presidente do Partido dos Trabalhadores, Alexandre Almeida, o momento agora é de realizar um bom planejamento e começar a trabalhar já a candidatura própria para as eleições de 2016.

Para Alexandre, o povo campinense precisa conhecer o modo petista de governar e com a certeza da reeleição da presidenta Dilma Rousseff, acredita que campina terá um prefeito voltado as questões sociais e ao desenvolvimento econômico do povo campinense.

Centenário do Rei do Baião é celebrando em Campina Grande na Paraíba


Missa festiva em ritmo sertanejo abriu as festividades do centenário de Luiz Gonzaga

Com uma missa sertaneja, em homenágem o centenário do Rei do Baião, o Museu Fonográfico Luiz Gonzaga em Campina Grande iniciou na última quinta (13), as festividades começaram com a celebração religiosa pelo padre José Assis da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima do bairro da Palmeira. O religioso lembrou a história de Luiz Gonzaga e a importância que ele tem para a cultura regional e para o Brasil. A Rádio Gonzagão transmitiu em vídeo ao vivo toda a festa para os ouvintes do Twitter e Facebook.

Num dos pontos altos da celebração, a Empresa Brasileira de Correios realizou o lançamento do selo comemorativo dos 100 anos de Gonzagão. Durante a solenidade de lançamento do novo selo várias autoridades da instituição federal e de outras localidades discursaram enaltecendo a força do homem simples que conquistou o Brasil inteiro colocando o NE em destaque no cenário musical.
 
Na sequência,o povo presente foi agraciado com a apresentação de artistas como Sandra Belê, Dinho do Jeito Nordestino, Baixinho do Pandeiro, Jorge Ribas, Sandro Mangueira e o secretário de cultura do Estado Chico César marcaram presença na plateia e no palco.

Falta de apoio: O administrador do museu, José Nobre, revelou que a “Festa do Centenário” foi a última celebração de aniversário do velho Lua naquela localidade. Nobre revelou que a partir do próximo ano não abrirá mais o Museu Fonográfico Luiz Gonzaga em Campina Grande. Segundo o professor não há como manter o acervo exposto em um local privado. Ele lamentou ainda a falta de compromisso e incentivo dos poderes públicos no que se refere a busca de uma melhor localização e acomodação do material para conforto dos visitantes que buscam conhecer um pouco mais da história de um dos maiores brasileiros de todos os tempos. “Eu não acredito mais em promessas de políticos e artistas. Eles sempre nos procuram para de alguma forma se promover, e na hora de cumprir com o que prometeram desaparecem”, desabafou José Nobre.

Resta agora esperar o que as autoridades vão fazer para que Campina Grande não perca o acervo que dispõe sobre a vida e obra de Luiz Gonzaga, já que José Nobre confidenciou a possibilidade de tudo ser transferido para outro Estado como Pernambuco e São Paulo por exemplo.
Museu Fonográfico Luiz Gonzaga, Av Costa e Silva 1304 Cruzeiro - Campina Grande – PB. O Evento tevo apoio do Governo da Paraíba e Rádio Gonzagão.

Com Informações da Rádio Campina FM 93.1

Prefeitura de Cubatão realiza pagamento à Marvin na terça-feira, dia 18


Empresa acordou pagamento de dois meses de salários 
atrasados e mais o 13º a seus funcionários


Na próxima terça-feira, 18, a Prefeitura realizará um pagamento de cerca de R$ 2,2 milhões à Marvin Segurança Patrimonial, empresa de vigilância contratada pela municipalidade, o que garantirá, conforme acordo entre as partes, o pagamento de dois meses de salários atrasados e o décimo-terceiro salário dos funcionários da empresa.

Trata-se de mais um resultado positivo no esforço que o Governo Municipal desenvolve, para vencer a crise financeira que a Prefeitura tem atravessado nos últimos meses, em razão da queda da arrecadação tributária.

Essa queda é consequência da desaceleração das atividades industriais no País, fruto da crise global, que reflete no recolhimento do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS, principal fonte de receita tributária de Cubatão. A crise obrigou a Prefeitura, desde o primeiro semestre, a adotar uma série de medidas emergenciais de contenção de despesas, renegociação de contratos, novos cronogramas de pagamentos, racionalização e mesmo cortes nas despesas públicas.

"Com o esforço de todos, Administração, servidores municipais, empresas contratadas e a própria população, estamos superando a crise que o município enfrenta. Após o pagamento do 13º, cujo depósito ao funcionalismo foi antecipado do dia 20 de dezembro para hoje (14/12), estamos conseguindo vencer outras etapas, como nesse caso da empresa de vigilância", comemorou o secretário de Planejamento, Adalberto Ferreira.

Ao anunciar o depósito do décimo-terceiro salário do funcionalismo na íntegra e com seis dias de antecipação da data prevista inicialmente, a prefeita Marcia Rosa já havia declarado que acredita no próximo ano mais equilibrado para as finanças municipais. "Tenho certeza de que Cubatão sairá dessa situação mais fortalecida e, já em 2013, com novos investimentos por toda a cidade", finalizou a prefeita.

Prefeitura Municipal de Cubatão
Secretaria de Comunicação

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A voz de todo o Nordeste


'Voz do Nordeste' e 'Político sem Mandato', assim é definido  Luiz Gonzaga, que se vivo, faria 100 anos nesta quinta-feira (13).

Texto de Audaci Junior

Ilustração: William Medeiros



Da estiagem a cheia: obra do Rei do Baião trazia representações do Nordeste sob diversos aspectos


Assim como a imensurável associação do consciente coletivo que liga o Nordeste brasileiro com o cenário desolador da seca e fome, o cancioneiro imortalizado pela voz e sanfona de Luiz Gonzaga (1912-1989) concretizou o lamento – mas também a esperança – do sertanejo que é, antes de tudo, um forte.

Atualmente, visto tanto nas redes sociais como nos noticiários, a escassez de água, a fome, a terra rachada e o gado morto se deteriorando sob o sol escaldante não são meras caricaturas do clichê que pintam do Nordeste, mostrando uma realidade que fazia Gonzagão chorar no palco ou ter esperança que um dia tudo seja verdejante de uma nova situação sociopolítica vigente.

“Ele era a voz do Nordeste em todos os aspectos”, afirma o pesquisador Orlando Camboim acerca do artista que, se vivo, faria 100 anos hoje. “Gonzaga foi um geógrafo caboclo, um cientista matuto”, conceitua, lembrando que o pernambucano de Exu mostrava tanto a desgraça como em ‘Asa Branca’, como o outro lado com canções como ‘A volta da Asa Branca’.

“Ele enveredou por esta linha de protesto em 1953”, aponta José Nobre de Medeiros, criador e diretor do Museu Fonográfico de Luiz Gonzaga, em Campina Grande.

Entre as músicas mais emblemáticas na lista de Nobre, ‘Vozes da seca’ encabeça por mostrar “o desprezo dos poderes constituídos em relação ao Nordeste”.

Também lembrada por Camboim, a canção composta a quatro mãos com José Dantas que fala que a esmola “mata de vergonha ou vicia o cidadão” foi a primeira de protesto do músico que causou grande repercussão nacional. “Um parlamentar falou que ‘Vozes da seca’ valia por mais de mil discursos na tribuna do Congresso”.

“Luiz Gonzaga falava de tudo um pouco”, conta o juiz e pesquisador Onaldo Queiroga, criador do Troféu Asa Branca. “Sua obra vai desde a estiagem até a cheia”.

Assim como Camboim, Queiroga frisa que uma de suas músicas preferidas do ‘Rei do Baião’ era ‘A triste partida’, de Patativa do Assaré. Gonzaga chorava no palco quando cantava sobre a trajetória dos retirantes.

POLÍTICO SEM MANDATO
Para Onaldo Queiroga, Gonzagão era um “político sem mandato, que defendia o sertanejo na estiagem, realizando shows com os amigos para angariar tributos para os irmãos nordestinos em condições desfavoráveis, principalmente no eixo da sua região, Exu”.

O próprio músico lembrou em um depoimento de uma cena que marcou profundamente o seu peito: quando ele viu pela primeira vez uma distribuição de alimentos em um lugarejo chamado Taboquinha, onde tinha propriedade, uma senhora implorava por mais comida a quem estava organizando a partilha. “Eu tenho dez filhos e graças a Deus já morreram três”, esbravejava a senhora. Depois daquele momento, em que se retirou aos prantos, o ‘Velho Lua’ nunca mais teve coragem de ver as distribuições.

“Ele já fez inúmeras campanhas de doação. Costumo dizer que Gonzaga era um socialista na prática”, define o pesquisador Orlando Camboim, lembrando que Luiz Gonzaga não só alimentava a barriga do sertanejo sem esperar os políticos, mas também contribuía na expansão cultural do seu legado, doando até a sanfona que estava usando para quem se interessasse. Chegou a doar cerca de 300 instrumentos.

“Valeu a pena!”, chegou a declarar a majestade do baião depois de soltar sua voz de aboio na interpretação de ‘Terra, vida e esperança’, composta por Jurandi da Feira. “Dá gosto ser o cantor do seu povo”.

No Dia Nacional do Forró o senador Vital ressalta a importância deste ritmo para a cultura do NE


Senador destaca que o grande o homenageado é Luiz Gonzaga

Neste dia 13, os forrozeiros espalhados pelo país inteiro, comemoram o Dia Nacional do Forró. A data que segundo o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) foi instituída pela Lei nº 11.176, sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em 06 de setembro de 2005 marcando as homenagens ao nascimento do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, que nasceu em 13 de dezembro de 1912 na Fazenda Caiçara, à 12 km de Exu/PE.

A coincidência entre o centenário de nascimento de Luiz Gonzaga e uma das piores secas vividas pelo Nordeste nos últimos 40 anos marcou o discurso de homenagem do senador paraibano a essa cultura identificada como marca nordestina. “O forró faz parte da história brasileira como um ritmo envolvente. É no forró, que as pessoas dançam agarradinhas e se deixam envolver pelas emoções que só ele proporciona”, disse.

Tido inicialmente por um típico ritmo dos festejos juninos, tornou-se hoje numa dança comum em todo o País independentemente da época em particular em Campina Grande que realiza o Maior São João do Mundo.

O nome forró segundo o folclorista Câmara Cascudo deriva de forrobodó, expressão que significa divertimento pagodeiro. Tanto o pagode (que hoje designa samba) quanto o forró são festas que foram transformadas em gêneros musicais.

Para celebrar a data e não deixar morrer suas raízes, nesta quinta-feira (13) Vital lembra que o pernambucano de Exu cantou a vida do nordeste. Temas como seca, religiosidade, alegria e dor são centrais em suas músicas sempre cheias de emoção. Se estivesse vivo, ele faria 100 anos hoje. “A voz forte de Gonzaga ainda ecoa, dirigindo-se para as autoridades, para denunciar o descaso e a burocracia que seguram e impedem a velocidade na ajuda ao povo do Nordeste. O centenário ocorre diante de mais uma tragédia, fruto da ação da natureza para a qual o homem, com toda a ciência, ainda não achou uma solução”, finalizou o senador.




Acesse: www.senadorvitaldorego.com.br