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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Falta um mês para reclamar o Plano Verão

Termina no mês que vem o prazo para os poupadores com cadernetas de poupança ativas em 1989 ingressarem com ações judiciais para recuperação de perdas ocorridas em função de mudança do indexador oficial de correção quando foi implantado o Plano Verão, no governo José Sarney. Segundo o Instituto de Defesa dos Direitos Sociais (IDS), as perdas calculadas pelo Banco Central chegam a R$ 44 bilhões em valores da época, o que corresponde a R$ 110 bilhões, hoje. Conforme estimativas calculadas pelo BC, o número de pessoas atingidas na época que podem solicitar os valores chega a 64 milhões. Para entrar com uma ação judicial, o consultor jurídico do IDS Paulo Zancaneli orienta que as pessoas procurem seus bancos para solicitar os extratos de janeiro e fevereiro de 1989, que comprovam a existência da poupança. A instituição bancária tem um prazo de cerca de trinta dias para fornecer os documentos. Caso se recuse a fornecer a documentação, ela estará sujeita a uma multa diária até que os extratos sejam entregues. Quando estiver munido desses documentos, o poupador deve buscar o seu direito junto ao Poder Judiciário. "Como o prazo expira no final do ano, é melhor não deixar para solicitar os extratos em cima da hora. A instituição financeira pode demorar além do esperado para entregar os comprovantes. É melhor não correr riscos de perder o prazo", aconselha o consultor.

A estimativa é de que os poupadores têm para receber em torno de R$ 2.844,27 para cada mil cruzados novos que ele tinha depositado na poupança. "Considerando os processos que já concluímos do Plano Verão, temos uma média de recebimento de R$ 8 mil para cada poupador", diz Zancaneli. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) é contrária ao pagamento dessa diferença de correção nos saldos das cadernetas de poupança. A entidade afirma que as instituições bancárias atuaram como intermediárias e respeitaram as leis que determinaram índices iguais, tanto para a poupança como para os empréstimos, e não ficaram com o dinheiro. "A correção monetária afetada pelos planos deixou de ser aplicada de forma equilibrada aos ativos e passivos, impactando tanto os poupadores quanto os tomadores de empréstimos", diz a Febraban em comunicado. Para a entidade que representa instituições financeiras de todo o País, não existe um passivo dos bancos e um ativo dos consumidores poupadores, assim como não haveria um ativo dos bancos e um passivo dos consumidores devedores. A federação defende que os valores sejam assumidos integralmente pela União, o que poderia implicar aumento de impostos ou da dívida pública. "Não há direito adquirido. Pareceres de importantes juristas e economistas confirmam a consistência legal e a neutralidade dos planos econômicos. A expectativa da Febraban é de que o governo, de fato, ingresse com a ação, já que se trata de uma questão de interesse público", revela o texto da Febraban, que deseja levar o tema à apreciação do Supremo Tribunal Federal.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Poeira, ruído e fumaça... e assim continuam vivendo os sem-teto

Os desabrigados da Ilha Caraguatá permanecem acampados sob um viaduto da rodovia Cônego Domênico Rangoni

José Mário Alves

“Não vamos desistir de lutar por moradias dignas para nossas famílias. Vamos até o fim”. Com estas frases, Carlos Henrique, o Magrão, membro da ‘Comissão dos Sem-Tetos da Ilha Caraguatá’, desabafa sua angústia pelo que ele e seus companheiros estão passando e completa: “os dias passam, mas a situação continua a mesma. Não temos ninguém por nós. No Bolsão 9, têm vários apartamentos vazios e nós aqui nesta situação. Queremos pagar pelo imóvel. Não estamos pedindo nada de graça”.


As 28 famílias que, segundo quantificação dos membros da comissão, continuam sem local para se instalar e, por conta disso, permanecem acampados sob um viaduto na Vila Elizabeth, conseguiram a doação de algumas lonas e, com isso, montaram barracas que lhes oferecem um pouco mais de privacidade, mesmo não tendo nenhum conforto e ainda estando sujeitos a vários tipos de condições insalubres, como a fumaça que são obrigados a inspirar, provenientes principalmente dos caminhões que transitam pela Rodovia Cônego Domenico Rangoni. Algumas pessoas já tiveram sua saúde comprometida devido à poeira e a fumaça proveniente de escapamentos de veículos que transitam no local a menos de cinco metros do acampamento e precisaram de atendimento médico.
Segundo Magrão, a Prefeitura parou de oferecer assistência e nem mesmo cestas básicas são entregues. Somente algumas pessoas levam doações de alimentos e eles fazem, quando podem, uma ‘vaquinha’ para comprar a mistura, que nem sempre é possível adquirir. Henrique disse ainda que funcionários da Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (ARTESP) fotografaram o local e levaram à ECOVIAS, que já teria notificado a Prefeitura para que fossem tomadas as devidas providências.
A ECOVIAS, por meio da sua assessoria de imprensa, informou que monitoram o local a todo instante. Esclareceu também que os sem-teto não estão interferindo no tráfego de veículos e que ainda não tem nenhuma posição quanto às providências que poderão ser tomadas. Enquanto isso, os sem-teto da Ilha Caraguatá permanecem abrigados por lonas plásticas, que se constituem em suas únicas “paredes”, tendo por teto apenas um viaduto.


O secretário de Assistência Social, Sebastião Carlos Henrique, esclarece ainda que essas famílias não são de moradores de rua, nem vítimas de catástrofe, pois em levantamento anterior feito pela Secretaria de Assistência Social todos alegaram que moravam em casa de parentes, outros pagavam aluguel. No entanto, estão forçando uma reivindicação que a Prefeitura não pode cumprir de imediato, que é a moradia. O que já foi feito foi relacionar as famílias no cadastro oficial da habitação.


Matéria publicada no Jornal Reação Popular edição 48

Walter Gerboni leva a arte da sinuca pelo mundo

O argentino Walter Gerboni, que é apaixonado por Cubatão e pela sinuca mostra suas habilidades em todo o mundo

josé Mário Alves

Um coração argentino, porém com duas paixões, a sinuca e a cidade de Cubatão. Assim se definiu Walter Gerboni, nascido na província de Santa Fé na Argentina. Hoje com seus 72 anos, continua apaixonado pela sinuca. Sua paixão pelo esporte teve início aos cinco, quando observava atentamente os mais velhos jogarem suas partidas nos bares da sua cidade natal.


Gerboni confessa que já ganhou muito dinheiro com sua arte aplicada nas mesas de sinuca, porém nas suas diversas apostas acabou por perder pequenas fortunas. Sua forma bem humorada de conversar cativa a todos que se dispõe a tentar entender seu idioma não muito definido, uma mistura de espanhol com dialetos argentinos. O velho jogador diz que na sinuca os personagens são as bolas que fazem todo o show, e completa "sinuca é matemática, geometria e física".
Num bate papo descontraído, Gerboni contou suas façanhas pelo mundo e disse que se apaixonou pela cidade de Cubatão após algumas apresentações que realizou em agosto deste ano a convite de autoridades. “Esta cidade faz-me sentir em casa devido ao acolhimento que este povo me oferece. O povo daqui é muito acolhedor e amigo”.
Walter Gerboni costuma homenagear as cidades por onde passa, batizando jogadas criadas por ele com nome de monumentos ou algo que marque a cidade, por exemplo, no Rio de Janeiro ele criou a jogada ‘Arco da Lapa’ e agora está preparando uma jogada para homenagear a cidade de Cubatão.
Seu próximo desafio internacional será em Toronto, no Canadá, no próximo ano, e já conta com o patrocínio de uma grande empresa privada. Já foram mais de mil apresentações nos seus mais de 35 anos no Brasil, porém agora vai se apresentar como um cubatense.

Matéria publicada no Jornal Reação Popular edição 48

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O GRUPO AFROBANDA É REFERÊNCIA EM CUBATÃO DENTRO DAS FESTIVIDADES DA SEMANA DA CONCIÊNCIA NEGRA.

Conhecido como um grupo de pesquisa e apresentação de repertório afro e brasileiro os Jovens do Projeto Musical AFROBANDA estarão se apresentando dia 18.11 na escola José da Costa ás 10 horas da manhã e na escola Ulysses Guimarães no dia 20.10 no período da tarde. As apresentações estão dentro das comemorações do dia da Consciência Negra (20.11). Com 26 músicos na percussão, trompete, trombone, saxofone, teclado e canto, alem do grupo de dança moderna, à AFROBANDA, vem se destacando em várias apresentações no Estado de São Paulo, sempre com a preocupação de estar mostrando os nossos ritmos, mas também variando o repertório de grandes artistas brasileiros como: Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Milton Nascimento, Tim Maia entre outros. Este projeto musical teve início na Sociedade São Vicente de Paulo em 2006 e tem como parceiros, a Petrobras,CMDCA, TV Pólo e Mosaic.
Milton Custódio Simões é Coordenador Musical da Sociedade São Vicente de Paulo e idealizador do Projeto AFROBANDA. Monitor de percussão Diego Moura, Metais: Paulo Paiva, Túlio Mendes, teclados: Leandro Sherman, Bateria: Ulysses Drums, Canto: Edinho Mercury
O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.
A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. O Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1594).
Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.
Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.
A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Fusão dá origem a megagrupo financeiro

Os bancos Itaú e Unibanco assinaram um contrato para a união das duas instituições, criando o maior grupo financeiro do hemisfério sul. Segundo o Itaú, a união é fruto de negociação sigilosa de 15 meses. De acordo com cálculos da consultoria Economática, o banco formado pela combinação dos ativos dessas duas instituições será a quarta empresa em valor de mercado da América Latina, atrás apenas da Petrobras, da Vale e da mexicana América Móvil. Em 31 de outubro, o valor de mercado de Itaú e Unibanco juntos seria de US$ 41,323 bilhões. Segundo a consultoria, a empresa resultante da fusão tem ativos superiores aos do Banco do Brasil. O banco fica na nona posição do ranking dos maiores bancos de capital aberto por ativos dos Estados Unidos e América Latina, com US$ 324,041 bilhões. O Banco do Brasil fica em 10º lugar, com US$ 261,639 bilhões em ativos. Já o Bradesco figura em 12º, com US$ 220,815 bilhões, e Santander em 15º no ranking de ativos entre os maiores bancos de capital aberto dos EUA e América Latina, com US$ 171,410 bilhões.De acordo com comunicado será criada uma nova controladora (holding) não-financeira e o controle do novo banco será compartilhado entre Itaúsa (holding do Itaú) e Unibanco. Até o fim de setembro, Itaú Unibanco holding tinha lucro líquido de R$ 8,1 bilhões e patrimônio líquido de R$ 51,7 bilhões.Os presidentes do Itaú, Roberto Setubal, e do Unibanco, Pedro Moreira Salles, detalharam para a imprensa o plano de integração entre as duas instituições. A nova holding, denominada Itaú Unibanco Holding S.A (a atual é Itaú Holding Financeira), contará com 4,8 mil agências e 14,5 milhões de clientes, o equivalente a 18% do mercado e 19% do volume de crédito do sistema financeiro brasileiro.O total de depósitos, fundos e carteiras administradas chegará a 21% do mercado. A participação no mercado de seguros será de 17% e no de previdência privada, de 24%. Essa nova holding terá operações de corporate que somam R$ 65 bilhões, atendendo a dois mil grupos econômicos, ativos sob gestão de R$ 90 bilhões na área de private bank e R$ 575 bilhões em ativos, o que representará a maior instituição financeira do hemisfério sul.As duas instituições afirmam que é importante o movimento de fortalecimento de grandes empresas com o objetivo de aumentar a capacidade competitiva, "a exemplo do que ocorre em outros setores da economia". "A instituição terá a agilidade necessária para aumentar a presença do Brasil no cenário internacional."O Conselho de Administração do Itaú Unibanco Holding será composto por 14 membros, sendo seis deles indicados pelos controladores da Itaúsa e pela família Moreira Salles. Os demais oito membros do conselho serão independentes. De acordo com as instituições financeiras, o presidente do Conselho de Administração do novo grupo será Pedro Moreira Salles e o presidente-executivo será Roberto Setubal."Para propiciar uma transição eficiente e eficaz será criado um comitê de transição no Itaú Unibanco Holding que definirá a forma e o ritmo de integração entre as operações do Itaú e do Unibanco", informaram as duas instituições, acrescentando que as operações e negócios realizados com clientes, credores e fornecedores não sofrerão nenhuma alteração. "O Itaú e o Unibanco continuarão operando no Brasil e no exterior, nos moldes atuais."A associação contemplará uma reorganização societária, com migração dos atuais acionistas do Unibanco Holdings e Unibanco, mediante incorporações de ações, para uma companhia aberta, a ser denominada Itaú Unibanco Holding, atual Banco Itaú Holding Financeira.O controle dessa holding, por sua vez, será compartilhado entre a Itaúsa e os controladores da Unibanco Holdings, por meio de holding não-financeira a ser criada no âmbito da reorganização. A conclusão das mudanças societária depende da aprovação do Banco Central e das demais autoridades competentes.Além disso, o Itaú e o Unibanco informaram que as assembléias para deliberar sobre a união dos bancos serão realizadas "entre a última semana de novembro e a primeira de dezembro". Em fato relevante, as instituições financeiras informaram que o tema será levado ao conhecimento dos acionistas.
Os maiores (Em bilhões de R$)
Como era
1° Banco do Brasil 403,7
2º Itaú 339,6
3º Bradesco 348,4
4º ABN Amro + Santander 291,5
5º Cef 264,4
6º Unibanco 169,7
7º HSBC 97,5
8º Votorantim 73,6
9º Safra 61,7
10º Nossa Caixa 50,0
Como ficou
1° Itaú Unibanco S.A. 509,3
2º Banco do Brasil 403,7
3º Bradesco 348,4
4º ABN + Santander 291,5
5º CEF 264,4
6º HSBC 97,5
7º Votorantim 73,6
8º Safra 61,7
9º Nossa Caixa 50,0
10º Citibank 39,4
Fonte : Jornal do Comécio