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segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Che Guevara, O herói sem Farsa

CHE

Como pode? Um jornalista americano renomado internacionalmente como John Lee Anderson perder cinco anos de sua vida para escrever a biografia de uma farsa, como diz a revista Veja? O jornalista escritor mexicano Paco Ignácio Taibo perder seu tempo escrevendo dois livros sobre esta mesma farsa? Jorge Castaneda, Michael Lowi, Ricardo Rojo, Jay Cantor etc.E como pode esta mesma farsa receber homenagens de nomes como José Saramago (Premio Nobel de literatura), Eduardo Galeano, Sartre, Paulo Freire, etc... Ser lembrado em músicas, manifestações, avançar no peito do rebelde que luta por um mundo melhor, sem Bush, sem Iraque, sem imperialismo.E como pode uma farsa discursar por longos minutos no plenário da ONU, e sair de lá livremente depois de ter mostrado ao mundo os desmandos e as injustiças cometidas pelo imperialismo no decorrer da história,como Hiroshima, Nagasaki, My Lay, etc...Uma farsa não sobrevive 40 anos, sendo lembrado nos quatro cantos do mundo, um herói sobrevive do exemplo, da renuncia, da força, da sinceridade, da moral, da doação, da firmeza, da liderança, do amor.Não há porque defender Guevara se a roda da história com seus registros são sua própria defesa, revista nenhuma (se é que se pode chamar de revista) deturpará a imagem daquele que nasceu na ARGENTINA,lutou para livrar CUBA das garras do imperialismo e morreu na BOLÌVIA, cortaram suas mãos, esconderam o corpo, mas não podem esconder a história.

SEJAMOS COMO CHE

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Percival de Souza na Unisantos




O jornalista investigativo e escritor Percival de Souza (TV Record) estará no próximo sábado, dia 6 de outubro, no Centro de Ciências da Comunicação e Artes (CCA) da UNISANTOS para a palestra "Jornalismo Policial". Percival é autor dos livros "Narcoditadura", "Autópsia do Medo", "O crime da Rua Cuba" e "Sindicato do Crime - PCC e outros grupos". Os jornalistas Eduardo Veloso (A Tribuna) e Márcio Harrison (Rádio Cultura e Jornal Popular) também participam do debate, que abordará a cobertura polícial na mídia. O evento, aberto ao público em geral, é uma parceria entre o CCA e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo. A palestra acontece no auditório C às 14 horas.


Atenciosamente,

Prof. Paulo Bornsen

sábado, 29 de setembro de 2007

Desabrigados da Vila Esperança precisam de ajuda

Doação de Material de higiene pessoal e móveis são prioridades para as vítimas

Dois dias após a um incêndio na Vila Esperança em Cubatão, causado por um “acidente” ainda não explicado, os desabrigados estão alojados de forma muito precária numa quadra de esportes nas dependências da Escola de Ensino Médio D. Pedro I. Colchões pelo chão, lençóis simulando divisórias, móveis e eletrodomésticos que foram salvos do incêndio amontoados, alguns aparelhos de TV ligados para detrair um pouco a tensão, crianças brincando sem ter sequer a noção do ocorrido e perguntando aos pais quando vão voltar para casa.
Num outro local foi montada uma mesa de tênis de mesa na qual alguns meninos brincam com o auxilio de uma bola de borracha e um par de chinelos servindo de raquete e uma madeira simulando uma rede. Dois banheiros sendo um masculino e outro feminino cada um com apenas um chuveiro, este é o quadro na manhã deste sábado após 48 horas da tragédia. As famílias estão recebendo três refeições diárias enviadas pela cozinha municipal, além das mamadeiras que são feitas pelas merendeiras da escola.
Uma apreensão assola as vítimas por não saberem quais serão as providências que o poder público irá tomar nas próximas horas. A Prefeitura apresentou uma saída emergencial para as famílias, porém foi descartada pelos desabrigados, por unanimidade, pois as autoridades queriam transferir todos para o ginásio de Esportes “PITA” com a alegação de que as aulas teriam que voltar na próxima segunda feira. A proposta não foi aceita, pois segundo as vitimas esta ação poderia deixar as autoridades acomodada e as soluções iriam demorar mais, e se ficassem na escola a pressão seria maior e as providências chegariam mais rápido.
Segundo informação do secretário de Ação Social, Sebastião Carlos Henrique Silva será montado um alojamento provisório num terreno próximo ao local atingido pelo fogo. “Lá teremos melhores condições para abrigar a todos de forma mais decente”. Ainda segundo o secretário os barracos que não foram totalmente atingidos e os que precisaram ser demolidos para facilitar a passagem dos bombeiros, serão avaliados por uma comissão da secretaria de obras que podem ou não receber as reformas.
Segundo a diretora de assistência social Simone Lopes foram atingidos pelo fogo 77 barracos onde moravam 121 famílias sendo 203 adultos e 147 crianças num total de 340 pessoas. De acordo com a diretora a maior necessidade é a de produtos de higiene pessoal, fraldas e toalhas de banho. “Estamos recebendo muitas doações de todas as cidades da região, existe uma grande mobilização de sociedade civil, só falta a participação das industrias que até agora não nos enviaram nada”, afirmou Simone.
O metalúrgico, Denilton Vieira, pai de duas crianças sendo um menino de seis anos e uma menina de oito e, ainda, uma que vai nascer mês que vem, se sente abandonado, pois a empresa que trabalha nem sequer o procurou para saber se precisava de ajuda. “ Ficamos somente com a roupa do corpo, minha esposa está grávida, não temos nem documentos e agora só nos resta esperar para ver o que vai acontecer”, desabafa.
O soldador Lucas Carvalho, casado e pai de um casal de crianças sendo um de 8 meses e uma menina de cinco anos, conta que no dia do incêndio tinha saído para fazer os exames médicos para trabalhar numa empresa do Guarujá e agora espera que tenha dado tudo certo para iniciar na empresa ainda na próxima semana e assim tentar reconstruir tudo o que tinha e se perdeu.
Doações- As doações de produtos de higiene pessoal podem ser entregues no próprio local do alojamento na Escola D. Pedro I na Vila Natal, já móveis, eletrodomésticos devem ser agendados a retirada pelos telefones: 3361-6874 ou 3372-8132.


José Mário Alves Silva

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Jornalismo Participativo, demoratização da notícia

O jornalismo participativo é algo que tem seu lado bom e ruim. O que pode ser de ruim nesta forma de informação é a falta credibilidade na fonte de informação, pois quando qualquer pessoa pode escrever e divulgar notícias que não tem um filtro, corre-se o risco de informações falsa de pessoas irresponsáveis que não tem compromisso com a verdade e isso dará um descrédito no”jornalista” que postou a matéria.

Por outro lado jornalistas sérios com credibilidade tem no jornalismo participativo uma ferramenta que traz velocidade nas informações e pode fazer com que as notícias cheguem no leitor de uma forma mais democrática e rápida. A seriedade nas matérias darão a credibilidade necessária ao repórter on-line e com certeza a audiência conquistada servira para que esta fonte seja utilizada como fonte de referência para pautar outras mídias.

Na minha opinião todo o jornalismo deveria ser participativo, independente de ser on-line ou off-line. Porém na prática não é assim, no on-line até é possível, mas no off-line que é muito conservador e dificilmente existe a liberdade de expressão, ainda existe a exigência do diploma de jornalista para que se possa assinar textos jornalísticos e isso acaba cerceando a liberdade na construção de textos para jornais.
O bom jornalista, que faz do seu trabalho uma ferramenta de divulgação de matérias e investigações que tem o compromisso com a verdade, este profissional pode sim pode ter uma atuação brilhante no jornalismo participativo. Ele pode e deve se beneficiar, pois como disse anteriormente ele será uma fonte muito rica para pautar outras mídias.



José Mário Alves Silva

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Cerca de 300 desabrigados pelo incêndio na Vila Esperança estão na UME D. Pedro I

Não houve vítimas fatais

A Prefeitura de Cubatão, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), até às 13 horas desta quinta-feira, 27 de setembro, cadastrou 77 famílias desabrigadas, cerca de 300 pessoas (entre crianças e adultos), em virtude do incêndio ocorrido no início da manhã do mesmo dia, na Vila Esperança, nas proximidades da Unidade Municipal de Ensino D. Pedro I (Rua São Francisco de Assis, s/nº, Vila Natal) e da Vila Caic. Os desabrigados estão sendo encaminhados para a UME D. Pedro I, cujas aulas deverão ficar suspensas durante cerca de três dias. Não houve vítimas, e pessoas que passaram mal devido à inalação de fumaça foram atendidas, inclusive no local, por equipe da Secretaria Municipal de Saúde.
As informações são do secretário de Assistência Social, Sebastião Carlos Henrique da Silva: "A Semas está providenciando colchonetes para os desabrigados e refeições, estas por meio da Cozinha Municipal. Também temos a colaboração do Fundo Social de Solidariedade (FSS). Quem quiser ajudar pode encaminhar agasalhos, leite e outros alimentos não perecíveis para a sede da Escola". Segundo disse, fora as moradias atingidas pelo fogo, outras das imediações sofreram danos, para possibilitar medidas de socorro imediato. O Corpo de Bombeiros estimou a perda total de 100 barracos, numa área de cerca de 3.000 metros quadrados.
Fundo _ A presidente do Fundo Social de Solidariedade, Glória Lúcia Rafael Castor, também no local, afirmou que a entidade sob sua responsabilidade já encaminhou ao local colchões, cobertores e roupas (arrecadadas durante a Campanha do Agasalho), além de alimentos. "Todas as doações são bem-vindas neste momento, principalmente produtos de higiene pessoal (sabonetes; escovas de dentes; dentifrícios; papel higiênico; absorventes; fraldas descartáveis etc.) e mamadeiras". De acordo com ela, podem ser entregues na D. Pedro I. Caso as pessoas queiram doar móveis ou objetos de maior porte para os desabrigados, pediu que contatassem o FSS, pelo telefone 3372-8132, ou a Secretaria de Assistência Social, pelo telefone 3361-6874.